quinta-feira, agosto 30, 2018

Ano novo/Vida velha



Ao vislumbrar este ano (quase no final) começo a buscar a minha pá, removendo o terreno dos pensamentos, olhando a esmo ao horizonte se anunciando em tons claros de promessas e expectativas, suspirando lentamente coloco a pá dos desejos a trabalhar e buscando cada vez mais fundo remover o terreno inóspito de onde irei depositar coisas importantes ou não (quem sabe?).

Cada vez mais fundo cavo e removo este terreno, vou lembrando e ao mesmo tempo esquecendo, removendo e adicionando no final vários mortos ainda estão neste solo (Lembranças, mais lembranças), o tempo é inexistente neste campo longínquo, dias, horas, minutos ou segundos?

sexta-feira, janeiro 20, 2017

quero que se exploda!

Minha palavra é ódio, escorrendo pelos esgotos aparentes da tua imaginação, onde é conveniente e passado, não é mais vivente, apenas cuspo e pior escarro, não quero e nem permito mais esta conivência cega, onde teu ganhar é maior do que meu perder. Quer amealhar ouro alheio, vai embora, segue mais não me persegue.

Quero mais que se foda!

sábado, junho 04, 2016

Ninguem, nunca, ninguem...






Ninguém pode,
 ninguém,
 tapar o buraco,
 buraco da minha alma, 
da minha angustia, 
do meu sofrer, 
do meu querer, 
do meu perder.

Ave Atque Vale




Vou embora nos campos da minha vida, cansado estou, desiludido, perco a  vida, por vontade própria (Claro!), sem luta ou abandono, Ave quem vem a frente, não posso mais seguir, deita no meu colo só um pouco, apenas um descanso antes do adeus, só um pouco antes de você sussurrar ao meu ouvido.
Adeus...

Multas per gentes et multa per aequora vectus
advenio has miseras, frater, ad inferias
ut te postremo donarem munerem mortis
et mutam nequiquam alloquerer cinerem.
Quandoquidem fortuna mihi tete abstulit ipsum.
Heu miser indigne frater adempte mihi
nunc tamen interea haec, prisco quae more parentum
tradita sunt triste munere ad inferias,
Accipe fraterno multum manantia fletu,

Atque in perpetum, frater, ave atque vale.

sábado, maio 28, 2016

Martelo e a Bigorna




Hoje ao acordar veio a minha mente que significantemente estava conectado ao meu coração, a letra do saudoso Paulo Vanzolini, zoólogo e principalmente compositor, um mestre da música brasileira que não morreu, apenas evoluiu ao panteão dos nobres e ilustres brasileiros. Esta música retrata bem meu aprendizado nos últimos dois anos.
Reflexão esta que chego a sorrir hoje (com algumas lagrimas), a dor assim como fogo tempera o aço da nossa alma, como tiraremos o significado de tudo isso, cabe apenas a nós. Não faltaram tristezas, dissabores e até certas privações, mas houveram alegrias e sonhos refeitos, caminhar na tempera do destino é tarefa para poucos mortais, não me julgo melhor que ninguém, não terminei ainda a lição e na faculdade da vida, me falta ainda graduação.
Mas hoje acordei com a simples certeza que hoje passei por uma cadeira, mais um passo dado frente esta graduação tão cheia de percalços, falta muito, mas como diz o Saudoso Vanzolini, é reconhecer a queda e não desanimar, O aço ainda está na tempera, mas desta vez vou levantar a poeira e dar a volta por cima!! Fica a música, aliás obra prima, na voz de Beth Carvalho. Como uma singela mensagem final.
Abraços e ótimo final de semana.

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É na dor e no cansaço que o martelo bate, enquanto removo as lagrimas que tingem meu rosto, é a tempera da vida, e o uivo do destino, tempera o sentimento, bate o matelo da amargura no destino ainda impuro, remove, remodela.

Ao puro e argênteo é o objetivo não antes o sofrer, não antes o caminhar, é no cigarro que contemplo o tempo dando voltas e o martelo a temperar a minha alma.

Ate breve, destino, estou chegando, martelando e andando.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Feliz Ano Novo!!


Quando as emoções represadas de um ano cheio de atribulações nos prendem ao passado, neste momento refletimos todos os momentos de alegria, realização, luta e até tristezas. É chegada a hora da mudança. Não podemos mais nos deixar abater, não frente ao abismo, não frente ao desconhecido, seguir em frente pulando todos os obstáculos, psicológicos ou não.

É neste momento que meu desejo se eleva em uma quase oração e para todos os amigos, parceiros e principalmente familiares, venho desejar não um novo ano, ou uma passagem festiva cheia de alegrias, mas uma mudança de vida para melhor, uma vida com mais realizações, lutas, lagrimas (de alegria ou não), mas cheio de crescimento e mais humanidade e principalmente amor ao próximo e a nós mesmos.

Feliz 2016

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Feliz Natal


Natal sua simbologia completa e transformadora, vindo desde os ritos profanos do pre-medieval e sendo incorporado aos ritos cristãos. Imbuído de transformação nos presenteia com um significado moderno que transcende muito mais o significado comercial exportado pelos americanos e adotado em terras sul-americanas.

Não quero discorrer sobre origens e outras questões, deixo elas para acadêmicos e especialistas. Quero discorrer sim sobre o significado muito mais pessoal e enraizado dentro do meu ser.
Se o ano novo é a data da mudança, época de promessas e criação de metas, acima de tudo a passagem do novo ao velho. O Natal é a personificação do rito sentimental e familiar, sendo o momento de fortificar laços e alianças sentimentais em toda sua plenitude.

Hoje neste dia de transformação pessoal, desejo à todos aqueles que estão presentes ou não, o meu mais sincero voto de felicidade, amor e aliança familiar, independente de religião, partidarismo ou time de futebol. Olhem ao seu lado, vejam o quão é especial aqueles que passaram o ano e reforcem esta aliança, no perdão, na fé, e principalmente no amor.

Feliz Natal a todos amigos e familiares, ano novo vem ai!!!


Beijo no coração de todos e perdoem os erros de português ou não...

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Profundo é a Bossa


Em minha varanda suspiro, bafejando meu cigarro enquanto deixo o café esfriar, tantas lembranças nestas tardes chuvosas de inverno, lembro da minha primavera, em 19... Novo e confiante caminhava, saindo da Boa Vista em direção a Guarapes, andava pela ponte, distraído, fumando meu Lucky Strike, meu panamá fiel pendendo ao lado da cabeça, descrevendo um certo desleixo  Hollywoodiano. No meio da ponte foi fatal, era sua lavanda envolvendo minhas narinas, seus olhos invadindo meu ser.

Morena era jambo, canela teu gosto, bons dias eram aqueles, nas tardes de passeio, tua boca a murmurar, Sylvia Telles ao fundo virando tema de um romance épico, acompanhado do teu sorriso perolado. É na chuva que mais lembro, a lavanda, canela, jambo, flor em lapela, romantismo e a musica ao fundo.

" Sim, promessas fiz.
Fiz projetos sonhei tanta coisa.
E agora o coração me diz.
Que só em teus braços, amor, eu posso ser feliz."

A noite roubava teus beijos gelados, recheados ao sorvete, era a promessa da vida, amor verdadeiro, embora poucos dias ficava sem a ver. Era na música que sua presença era sentida, era na música que eu te via.

" Eu tenho este amor para dar ,
O que é que eu vou fazer."

Foi na segunda, dia 7, um dia anormal, chuvoso, primavera em prantos, teu sorriso desapareceu, juntamente com a sua presença. Agora velho lembro, tanto tempo distante, correndo triste neste inverno sem fim, em prantos e lutos superados e escondidos, tomo meu café gelado, acendo meu cigarro, mais uma lágrima ao lembrar da canela que um dia esteve nos meus lábios.

"Eu tentei esquecer,
E prometi,
Apagar da minha vida este sonho .
E vem o coração e diz ,
Que só em teus braços amor eu posso ser feliz.
Que só em teus braços amor eu posso ser feliz."


Cadê o cigarro? Meu chapéu e a minha bossa? Cadê as rosas que perfumavam? A minha, a nossa bossa nova.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Fumando... Vivendo?


Era apenas um solavanco na estrada, apenas mais uma nota na monotonia daquele caminho, um buraco em meu peito fumegando em tons de nicotina e alcatrão. A ansiedade devorando os minutos enquanto busco meu isqueiro, para acender meu tom etílico, na perda total dos meus pensamentos só a angustia reina.

No frio deslumbrar do crepúsculo, anseio a nova alvorada, regada a melodia tênue e calma. Acendo e sorvo é o que vivo é a intensidade, é o meu anseio

É um tanto fugaz o dia a dia, fugindo através da fumaça de meu cigarro, enquanto tento descrever as reminiscências da minha vida, através de um copo ou outro, afugentando o torpor de uma quase vida.

É apenas saudade que queima entre meus dedos e é sorvida em longos tragos...

sexta-feira, maio 23, 2014

O Adeus e a Porta


Não quero gastar mais palavras em adeuses vazios, quando já foi dado no inicio, começamos dando adeus e agora que tudo esta finito, tu chega e eu saio pela mesma porta que tantas vezes passamos. O adeus foi dado enquanto os sonhos adormeciam, e paulatinamente esfriavam o leito conjugal.

Era o ontem mas  nunca o depois, o futuro nunca antes traçado deu um adeus, passei a porta, não dou adeus e nem até logo. Vou embora, adeus porta.

Escrito em 11/11/13 no site: Recanto das Letras

quarta-feira, maio 02, 2012

Fé no Invencível

fé 
(latim fides, -ei
s. f.
1. Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro.

2. [Religião]  Sentimento de quem acredita em determinados ideias ou princípios religiosos. = CRENÇA

3. Religião, culto (ex.: fé cristã, fé islâmica).
4. [Religião]  Uma das virtudes teologais.
5. Estado ou atitude de quem acredita ou tem esperança em algo. = CONFIANÇA, ESPERANÇA ≠CEPTICISMO, INCREDULIDADE
6. Fidelidade.
7. Prova.
8. Testemunho autêntico dado por oficial de justiça.
à fé: por certo, certamente.
fazer fé: merecer crédito (ex.: a fazer fé no que ele diz, isto é muito grave).
constituir prova.
fé púnica:  perfídia; deslealdade.






Invictus

William Ernest Henley
Tradução: Leonardo Dias


Do fundo da noite que me cobre,
Preta como o Breu de lado a lado
Agradeço a todos deuses pelo nobre
Inconquistável espírito a mim dado.

No acaso todo das circunstâncias
Não me deixei cair nem gritar
Apesar de um estouro de ânsias
Minha cabeça sangra sem curvar

Além desse lugar de tristezas e insanos
Nada se vê, só o Horror desde cedo
E ainda assim a ameaça dos anos
encontra-me e encontrar-me-á sem medo

Não importa quantas vezes desatino
nem quantas vezes a vida me espalma
Sou o mestre e senhor do meu destino:
Sou o capitão de minha alma.





Um assunto complicado, mas não é despido de importância,  antes de começar quero apenas afirmar que não entrarei no contexto religioso, não compete a minha pessoa estrear este assunto com total desconhecimento no setor religioso de nossas vidas e muito menos contextualizar um item que é tão espiritualizado no ser humano.

O Ser humano em sua essência é movido pela fé: fé no seu trabalho, planos e pessoas, a fé que buscamos para nós mesmos, acreditar e ter crédito pelo menos sermos vistos como seres de potencial e riquezas próprias. Nos últimos dias, é este o contexto que venho debatendo mentalmente, procurando desvendar o que é mais importante para nossa vida.

Vi que não é apenas o amor, mas a fé o principal motor da vida, precisamos dela para nos levantar, agir e até conviver com nosso próximo. Nossas atitudes são baseadas na fé que temos.
Mas não é só isso que nos basta, nossa fé interna ajuda a superar, mas em conjunto é a fé que os outros nos dão que nos completa, sem isto, acabamos à deriva e lutando contra a maré.

Perdi coisas valiosas, fundamentos e descobri que é a fé que nos faz melhorar e crescer na vida. Perguntam  para mim: você perdeu a fé? Lógico que não, tenho que acordar e viver todos os dias tenho que me aperfeiçoar e ser melhor. Tenho que levar meus sonhos à frente, porque um ser humano sem sonhos é uma casca de noz vazia.

Preciso de fé todos os dias, em mim e naqueles que amo, mas também preciso da fé deles para me sustentar. Preciso mesmo! Não somos independentes e nem autossuficientes, precisamos do próximo em nossa caminhada.

Fé é a argamassa de nossas vidas, sem ela nada somos. Fé no amor, fé no trabalho e principalmente para mim, fé nos sonhos. Hoje, perdi alguns sonhos, mas isso não me impede de ter fé em mim e no eu acredito. Somos invencíveis espartanos do dia a dia, tenhamos fé, nossa labuta será vitoriosa e no final o pendor da fé depositada, trará o ouro do pro labore diário.

domingo, novembro 13, 2011

Bossa (buddypoke) Nova - Sylvia Telles Part 3

Sylvia Telles (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1934 — Maricá, 17 de dezembro de 1966), também conhecida como Sylvinha Telles, foi uma cantora brasileira e uma das intérpretes dos primórdios da bossa nova.

A maioria de seus discos estão fora de catálogo, o que dificulta o seu conhecimento pelas gerações recentes. Porém, ocasionalmente é lançada uma compilação com algumas de suas inúmeras gravações.

Segundo matéria publicada em O Globo e assinada por João Máximo: "Sylvinha foi uma das melhores intérpretes da moderna música brasileira, entendendo-se como tal a que vai de Ponto final - com Dick Farney e Amargura, com Lúcio Alves, até as canções que Tom e Vinicius fizeram depois de Orfeu da Conceição".

Família

Sylvia era filha de Maria Amélia D'Atri, natural da França, e do carioca Paulo Telles, um amante da música clássica. Seu irmão mais velho, Mário Telles, também foi músico.

Ela estudou no Colégio Sagrado Coração de Maria e sonhava em se tornar bailarina, mas, ao realizar um curso de teatro, descobriu que seu talento era realmente cantar.

Carreira

Em 1954, Billy Blanco, amigo da família, notou o dom de Sylvinha e apresentou-a a amigos músicos. Nas reuniões que eles faziam, pôde conhecer os grandes nomes do rádio da época, tais como Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, que a ajudou a encontrar trabalho em boates para o início de sua carreira profissional. Nessa época, conheceu seu primeiro namorado, o cantor e violonista João Gilberto, amigo de Mário; o relacionamento acabou porque a família Telles não gostava do jovem, que vivia de favor na casa dos outros.[2]

No ano seguinte, Garoto escreveu-lhe um musical, chamado Gente de bem e champanhota, executado no Teatro Follies de Copacabana. Na ocasião, o músico e advogado José Cândido de Mello Mattos, o Candinho, acompanhou Sylvinha na canção Amendoim torradinho, por Henrique Beltrão. Eles se apaixonaram à primeira vista. Pouco tempo depois, morreu Garoto, sem poder ver o lançamento do primeiro disco de Telles.

Sylvinha e Candinho casaram-se e tiveram uma filha, Cláudia Telles. Em 1956, ela e seu marido apresentaram pela TV Rio o programa Música e romance, recebendo como convidados Tom Jobim, Dolores Duran, Johnny Alf e Billy Blanco. Contudo, o casal logo se separou.

Em 1958, o local de encontro dos músicos passou a ser o apartamento de Nara Leão, então com quinze anos de idade. Ronaldo Bôscoli, que frequentava as reuniões, atuava como produtor musical do grupo. Sylvia Telles, que já era um nome conhecido, foi então chamada para participar de um espetáculo no Grupo Universitário Hebraico, juntamente com Carlos Lyra, Roberto Menescal, entre outros. Foi neste show, "Carlos Lyra, Sylvia Telles e os seus Bossa nova", que a expressão "bossa nova" foi divulgada pela primeira vez.

Sylvinha Telles chegou a fazer turnês em outros países, como Estados Unidos, Suíça, França e Alemanha.

Em 1963, já divorciada de Candinho, Sylvia casou-se com o produtor musical Aloysio de Oliveira, separando-se no ano seguinte por causa de ciúme. Aloysio casou-se com Cyva, do Quarteto em Cy, posteriormente.

Morte

Em 1966, a notícia da morte repentina de Silvia Telles, no auge do sucesso, num violento acidente de carro - no qual também morria o namorado, Horacinho de Carvalho, filho do casal Horácio de Carvalho, dono do jornal Última Hora e Lily de Carvalho ( hoje Lily de Carvalho Marinho) - atingiu em cheio o coração dos brasileiros.Tinha 34 anos. E seu tom intimista deixara em cada um de nós a fantástica sensação de ter perdido, mais que uma grande artista, ou uma artista do coração, mas alguém bem mais próximo de nós. Ainda hoje, quem viveu aqueles dias, de prazer e de luto, não ouve a voz de Silvia Telles sem ter o coração acelerado.

Sylvia Telles - Só em Teus Braços

Música gravada inicialmente por Sylvia Telles em 1959, no LP "Amor de gente moça", foi posteriormente gravada por inúmeros outros cantores como João Gilberto, Lana Bittencourt, Marisa Gata Mansa, Nana Caymmi e muitos outros. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, Tom Jobim, foi o compositor brasileiro mais famoso dentro e fora do Brasil, na última metade do século XX. Carioca, nascido na Tijuca em 25 de janeiro de 1927, mudou-se para Ipanema em 1931. Iniciou seus estudos musicais em 1941 com o professor Hans Joachim Koellreuter, teve  excelente formação musical ainda com os professores Lucia Branco, Tomás Terán, Leo Peracchi e Alceu Boccchino. Formou com Vinicius de Moraes a mais famosa dupla de compositores da moderna música popular brasileira: provavelmente a dupla mais erudita onde Vinícius era mais letrista e Tom mais compositor. Conheceram-se em 1956, através do jornalista e escritor Lúcio Rangel, no famoso Bar Gouveia, em frente à Academia Brasileira de Letras, quando foi convidado e aceitou musicar a peça "Orfeu da Conceição" de Vinícius de Moraes.

    Compuseram juntos músicas maravilhosas como "Se todos fossem iguais a você", "Chega de saudade", "Garota de Ipanema" (uma das músicas mais gravadas em todo o mundo), "Eu sei que vou te amar", "A felicidade", "Insensatez", "Canção de amor e paz", "Ela é carioca", "Eu não existo sem você" e muitas outras. Participaram ativamente das músicas de transição entre a fase de "dor de cotovelo" e a bossa nova, cujo marco inicial considera-se "Chega de saudade", gravada por Elizeth Cardoso no LP "Canção do amor demais" com João Gilberto tocando violão com sua batida diferente e característica da bossa nova. "Só em teus braços" foi uma das maravilhosas músicas da época da bossa nova compostas por Jobim, tanto letra como música. Autor de 310 composições registradas sendo 102 só de sua autoria e as demais com os melhores parceiros musicais. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim morou muito tempo nos Estados Unidos da América tendo participado de inúmeras gravações com famosos músicos e cantores americanos como Frank Sinatra, Stan Getz, Miles Davis, Quincy Jones, Dizzie Gillespie, Charles Byrd, Sara Vaughn, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. Faleceu dia 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos em Nova York.  Nana Caymmi nasceu em 29/4/1941 no Rio de Janeiro, filha do cantor e compositor Dorival Caymmi e de Stella Maris também cantora. Em 1960 registrou sua primeira atuação em estúdio cantando "Acalanto" composição de seu pai em sua homenagem quando ainda era criança. Tem sido uma excelente intérprete da música popular brasileira com sua voz potente e muito afinada. Muito respeitada pelo público e crítica, já gravou inúmeros LP's e CD's e continua fazendo shows no Brasil e no exterior.



terça-feira, novembro 08, 2011

Bossa (buddypoke) Nova - Sylvia Telles Part 2

   Dando Seguimento ao projeto, esta semana sendo dedicada em homenagem a uma das maiores cantoras brasileiras, Sylvia Telles. O que posso dizer de tamanha cantora, romântica e de voz que faz muitos sonhar? Apenas que é grande e sua passagem marcou a musica brasileira. Hoje postarei um vídeo do disco Amor de gente moça, lançado em 1959 e que tem varias musicas maravilhosas.

Sylvia Telles - Parte 2

   Cantora e compositora identificada com a bossa nova, começou a carreira antes de o movimento se consolidar. Já em 1952 pensava em ser cantora. Por volta de 1955 começou a se apresentar em teatros e nesse ano gravou o primeiro compacto, com "Amendoim Torradinho" (Henrique Beltrão) e "Desejo" (Garoto/ José Vasconcelos/ Luiz Claudio). Em 1956 lançou um 78 rotações com "Foi a Noite" (Tom Jobim/ Newton Mendonça), considerado um marco precursor da bossa nova. Na outra face do disco, "Menina", de em Carlos Lyra também iniciante. Um ano depois lançou seu primeiro LP, "Carícia", que trazia "Se Todos Fosse Iguais a Você" (Tom Jobim/ Vinicius) e "Chove Lá Fora" (Tito Madi), entre outras. Com o disco "Amor de Gente Moça", de 1959, tornou-se a primeira cantora profissional a lançar um disco inteiro de bossa nova. O LP continha algumas canções que se tornaria clássicos, como "Dindi" (Tom Jobim/ Aloysio de Oliveira), "A Felicidade" (Jobim/ Vinicius de Moraes) e "Só em Teus Braços" (Jobim). Nos anos 60 viajou pelos Estados Unidos e gravou discos sempre ligados aos compositores de bossa nova. Morreu em um desastre de automóvel quando se preparava para viajar aos EUA mais uma vez. 
 Amor de Gente Moça - 1959

Sylvia Telles / Amor De Gente Moça (1959)
Odeon -  Tracks: 12  Playing time: 32:06

1    Dindi – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Aloysio de Oliveira) (2:36)
2    De Você Eu Gosto – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Aloysio de Oliveira) (2:37)
3    Discussão – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Newton Mendonça) (1:56)
4    Sem Você – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Vinicius de Moraes) (2:46)
5    Fotografia – Sylvia Telles – (Tom Jobim) (2:51)
6    Janelas Abertas – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Vinicius de Moraes) (2:37)
7    Demais – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Aloysio de Oliveira) (3:43)
8    O Que Tinha De Ser – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Vinicius de Moraes) (1:54)
9    A Felicidade – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Vinicius de Moraes) (2:57)
10   Canta Canta Mais – Sylvia Telles – (Tom Jobim & Vinicius de Moraes) (3:21)
11   Só Em Teus Braços – Sylvia Telles – (Tom Jobim) (1:55)
12   Esquecendo Você – Sylvia Telles – (Tom Jobim) (2:53)


Particularmente, adoro este disco, pois como interprete dos grandes compositores da Bossa Nova, ela trás um grande cabedal emotivo. Espero que gostem e que tenham vontade de conhecer mais sobre esta grande cantora que é a nossa Sylvinha Telles.

Informações retiradas do site Cliquemusic

Sylvia Telles - Discussão (BuddyPoke Version)

segunda-feira, novembro 07, 2011

Bossa (buddypoke) Nova - Sylvia Telles

Sylvia Telles, sua biografia e discografia



      Sylvia Telles nasceu em 27 de Agosto de 1934. Morreu aos 32 anos, em 17 de Dezembro de 1966. João Máximo a descreve como "uma cantora que representa como nenhuma outra a passagem do samba-canção romântico dos anos 50 para a bossa nova dos 60, sem que isso lhe mudasse o timbre suave, morno, ou estilo sincero e envolvente.

    Sylvinha foi uma das melhores intérpretes da moderna música romântica brasileira, entendo-se como tal a que vai de 'Ponto final', com Dick Farney, e 'Amargura', com Lúcio Alves, até as canções que Tom e Vinicius fizeram depois de 'Orfeu da Conceição'. Mas poucos se lembram disso.

    Nascida em 1934, entrou em cena depois de Dick e Lúcio, para sair dela aos 32 anos, numa morte trágica que coincide com a época do anti-romantismo proposto pelos festivais da canção. Em seus curtos dez anos de carreira, foi sempre ela mesma, pessoal, meiga, apaixonada, sem se entregar aos arroubos vocais das divas que a antecederam, nem ao canto miúdo, econômico, de vozinha frágil, das joão-gilbertianas cantoras de depois."

Discografia

  • (1997) Por causa de você-Dedicado a Silvinha Telles • CD
  • (1966) Reencontro-Silvinha Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos • LP
  • (1966) The music of Mr. Jobim by Sylvia Telles • Elenco • LP
  • (1964) Bossa session-Silvinha Telles, Lúcio Alves e Roberto Menescal e seu Conjunto
  • (1964) The face I love • Kapp • LP
  • (1963) Bossa, balanço, balada • Elenco
  • (1962) Bossa nova mesmo-Carlos Lyra, Laís, Lúcio Alves, Silvinha Telles, Vinicius de Moraes e Conjunto Oscar Castro Neves • LP
  • (1961) Sylvia Telles U.S.A. • LP
  • (1960) Amor em hi-fi • Philips
  • (1959) Amor de gente moça
  • (1958) Silvia • Odeon • LP
  • (1957) Carícia • Odeon
  • (1956) Luiz Bonfá e Silvia Telles (Compacto Duplo 45 rpm)
  • (1956) Silvia Telles  ( 2 Compactos Simples) 
  • (1955) Amendoim torradinho/Desejo • Odeon • 78
  • (1955) Menina/Foi a noite • Odeon • 78
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   Começo este pequeno projeto com uma das cantoras que mais amo, Sylvia Telles, uma voz apaixonante, que embalou os anos 60 e nos abandonou em 66, teimo em dizer que é minha musa, pois poucas cantoras refletem e passam tanto romantismo, como ela (pelo menos para mim). Então começo esta semana, com uma musica super especial. Gardez moi Pour Toujour. Aproveitem!




sábado, outubro 08, 2011

Relíquia


Ainda tenho tua presença, ainda penso na tua boca (como dói), ainda guardo a tua relíquia, teu isqueiro, teu cheiro. Quero tua boca!


Enxuga minhas lagrimas.

domingo, outubro 02, 2011

Saudade



Ai que droga é sentir saudades, pensar e sentir seu cheiro, mesmo fazendo séculos que não te vejo. Ah como queria a tua boca colada a minha, esperando o meu fôlego acabar, enquanto minha alma é jogada em um turbilhão sem fim. Porque tanta distancia? Porque? Por... Apenas segundos para um telefonema, apenas dizer sinto saudades. Porque entrou na minha vida? Porque deixou este buraco? Como dói se apaixonar, entregar um pedaço de si mesmo, esperando... Você, apenas você!


Este texto não tem data, e nem tempo, muito menos dimensão, foi feito apenas para lembrar este velho coração, que para se apaixonar, não precisa idade, apenas vontade.

domingo, setembro 25, 2011

Yeats

Ok não é um texto meu... mas isso é pra explicar o que eu sou.


Se eu tivesse as sedas bordadas do céu.
Com bainhas de luz de ouro e de prata.
As sedas azuis e sombrias e escuras.
Da noite e da luz e da meia-luz.

Deitava-as todas aos teus pés.

Mas eu sou pobre e só tenho os meus sonhos.
Deitei-os todos aos teus pés Pisa com cuidado,
É nos meus sonhos que estás a pisar.
(W. B. Yeats)

sexta-feira, setembro 23, 2011

Morena Bossa



Morena Canela, deliciosamente fruta do leão do norte, tão linda, tão fresca, tão nova. Sendo pernambucana, tão bossa, tão linda, teus cabelos, canela pura na minha língua, sinto teu balançar morena canela, delicia, bossa nova. Desperta meu sentimento, tão bom, sua sensualidade seria e irreverente, me deixa tão louco e tão criança, bobo, como um lobo, me embala apenas ao som desta bossa, morena, canela, nova.

Tua boca carnuda, brilhante e úmida é um rebolar por este Capibaribe infinito e inebriante, lembrando uma tarde calma sensual, quente, doce, é um vulcão!
Morena nova, canela, bossa. Mesmo sendo pernambucana, me lembra o som quente, e gostoso que embala através dos teus olhos verdes de Itamaracá, tão calmos e tão passionais.
Você não é carioca, mais é doce canela a brisa da boa viagem, morena da minha eterna bossa, canela, sensual, nova.

terça-feira, setembro 13, 2011

Tempo

Tempo, corre tempo, esvai tempo, retorna tempo, para que tempo? se não tenho mais tempo?
Corro com o tempo, procurando o tempo, agarro o tempo, faço voltar o tempo.
perdi tempo?

Uma pequena reflexão... Não perdemos tempo, temos apenas novas chances de recomeço, repaginar nossa vida, tentar buscar o tempo perdido... o tempo não se perde, ele se conquista a passos largos. Podemos perder, só que lá na frente teremos chances de conquistar...

deixo aqui umas palavras de uma pessoa que amo bastante... e que me mandou um email, do qual até me emocionei e vi a verdade de fato.

"Lembre-se: somos o resultado das nossas escolhas, ninguém é culpado pelos frutos resultantes que colhemos delas. Podemos modificar sempre a nossa estrada, podemos modificar sempre o nosso futuro para melhor, é só querermos.
Palavras proferidas sem atitudes e ação, de nada servem!"

Abraços e Fé para todos!

quinta-feira, setembro 08, 2011

Buraco

Bem mais um dia se passa e aqui retorno, para escrever, colocar para fora, delinear meus pensamentos. O engraçado destes dias sou eu notar o tamanho buraco que se forma em meu ser, engraçado é eu não ter parado para pensar sobre o assunto.

Custa a pensar às vezes, pois é um demérito meu até, não pensar no obvio e até não olhar para mim mesmo. É como gritar sem emitir som... Às vezes omito esta parte de mim mesmo, tentando passar para aqueles ao meu lado uma felicidade falsa, ora porque tenho que mostrar meu interior? Não obrigado, estou muito bem assim.

Vou tornar hoje relevante... Um pouco só! o que tenho aqui dentro, parei as 8h da noite para escutar jazz e ritmos semelhantes (rat pack que o diga!). Voltando... Além de tudo, comecei a pensar em certas situações que são recorrentes em minha vida. A primeira é sempre este sentimento de abandono total, quase uma anulação sentimental, Melhor! Vamos mudar o tom desta porra, vamos realmente falar do que interessa.

O que interessa é a porra do buraco que sinto, é a porra da anulação que me carrega e aumenta a cada dia, hora, minuto, segundo. seria fácil apenas virar e dizer, porra mais não sinto nada! Seria fácil claro, mais ai me perguntam, que porra eu estou falando realmente? Fácil dizer... Estou falando da porra do amor.

Isso, amor mesmo, não aquele teorizado, estou falando de algo mais profundo, mais passional, muito mais arrasador e que consome as tripas, parecendo lava quente. Fácil teorizar, que amor é bla, bla, bla e Bla! Difícil é realmente senti-lo. Engraçado, estou a 6 anos digitando este blog, tentando passar meu sentimentalismo. Afinal acho que estou errando em algum ponto.

Não sei bem aonde irei parar com tudo isso, sei apenas que posso seguir e lutar contra a maré deste sentimento, que me carrega cada vez mais longe do que devo ser.  Não quero teorizar o amor, quero vive-lo, isso é um fato! Meu grande problema sempre foi colocar o amor em primeiro lugar, dando consistência aos meus sonhos e assim buscá-lo de forma mais forte. Queria poder ser mais convencional ou até pratico, Trabalharia e viveria por um objetivo menos nobre, escolheria as batalhas mais praticas (profissão, carreira, formatura)... É seria muito fácil.

Mais no final sou um ser passional, vivendo num superlativo de objetivos ligados a sonhos, cuja materialidade pode ser atingida, depois claro de um custo emocional que no fundo me carrega a este colóquio tão cheio de magoas. Afinal se eu fosse mais pratico, seria feliz... Será?

Difícil é retratar a paisagem do sentimento, quando ele está tão distante desta contingência.